quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Operão trp


O operão do triptofano (operão trp) é formado por cinco genes estruturais que codificam as enzimas necessárias à síntese do aminoácido triptofano, associados a um promotor e a um operador.



Triptofano Ausente

Quando a concentração intracelular de triptofano está baixa, as enzimas necessárias à sua síntese são produzidas por transcrição dos genes estruturais, conduzindo a um aumento da concentração do aminoácido.
Tal como no operão lac, também existe uma molécula repressora codificada por um gene mais distante mas, neste caso é produzida sob a forma inactiva, não se podendo ligar ao operador e bloquear o operão.



Triptofano Presente



Quando a concentração de triptofano atinge níveis elevados algumas moléculas do aminoácido ligam-se ao repressor, alterando a sua conformação e tornando-o activo (o triptofano é um co-repressor).


O repressor liga-se ao operador, bloqueando a transcrição dos genes estruturais do operão.





Funcionamento de um operão tipo repressivel:


Na AUSÊNCIA de triptofano:


• O gene regulador produz um repressor, inactivo.
• O gene operador está livre.
• A RNA polimerase pode ligar-se ao promotor.
• Dá-se a transcrição
• Ocorre a síntese das 5 enzimas.


Na PRENSEÇA de triptofano:


• O triptofano liga-se ao repressor, activando-o.
• O repressor liga-se ao operador.
• A RNA polimerase não pode ligar-se ao gene promotor.
• Os genes estruturais não são transcritos.
• Não se sintetizam as enzimas.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Operão lac .




Metabolismo da lactose




Se no meio existir glicose, a bactéria utiliza este monossacarídeo como fonte de energia. Se a concentração de glicose no meio for muito reduzida ou mesmo nula a E. coli pode utilizar lactose como fonte alternativa de energia.


A lactose é um dissacarídeo formado por glicose e galactose. Para que a E. coli possa utilizar a lactose como fonte de energia é necessário que a bactéria sintetiza três enzimas: B-galactosidase, a galactose permease e a galactose transacetilase.


Operão lac


Jacob e Monod verificaram que os genes responsáveis pela síntese destas três enzimas – genes estruturais – encontravam-se numa secção contínua da molécula de DNA e eram controlados por outros genes próximos.


Ao conjunto dos genes estruturais com funções relacionadas e dos genes que os controlam chama-se operão.



O Operão da lactose (Operão lac) é formado por três genes estruturais (lac Z, lac Y, lac A), que codificam as enzimas necessárias ao metabolismo da lactose, e por dois segmentos de DNA que controlam a transcrição dos genes estruturais – o promotor e o operador.


O Promotor é a região onde a enzima RNA polimerase, responsável pela transcrição dos genes estruturais, se liga.


O operador controla o acesso desta enzima aos genes estruturais.






Lactose Ausente


Quando não existe lactose no meio, um repressor está ligado ao operador, bloqueando a transcrição dos genes estruturais.


Esta proteína repressora é codificada por um gene que se situa fora do operão e é designado gene repressor ou gene regulador, constantemente transcrito e traduzido. Assim, a bactéria produz continuamente pequenas quantidades de proteínas repressoras.









Lactose Presente


Quando existe lactose no meio, esta molécula liga-se ao repressor, altera a sua conformação de tal forma que este se torna inactivo, desligando-se do operador.


Assim, o operador fica livre, permitindo que os genes estruturais sejam transcritos e, posteriormente, traduzidos, formando-se as enzimas necessárias ao metabolismo da lactose.



Regulação da expressão Génica


A lactose funciona como um Indutor, pois a sua presença permite activar o operão.


Por este facto, o Operão da lactose é, por vezes, designado operão indutível.


Quando a concentração de lactose começa a baixar drasticamente devido à acção catalítica das enzimas, a lactose desliga-se do repressor, que, ao voltar a ficar activo, liga-se ao operador, bloqueando a transcrição do operão.


Assim, garante uma poupança de recursos devido aos fenómenos de auto-regulação descritos.



Funcionamento de um operão do tipo indutível


Na AUSÊNCIA de lactose:


• O gene regulador determina a síntese de um repressor.
• O repressor bloqueia o gene promotor ao ligar-se ao operador.
• A RNA polimerase não se liga ao promotor.
• Os genes estruturais não são transcritos.
• Não ocorre a síntese das três enzimas.

 Na PRESENÇA de lactose:


• A lactose liga-se ao repressor, inactivando-o.
• O gene operador fica desbloqueado.
• A enzima RNA polimerase liga-se ao promotor.
• Os genes estruturais são transcritos.
• Dá-se a síntese das enzimas.



sábado, 19 de dezembro de 2009

Regulação Génica

Em cada célula, apenas uma parte do seu Genoma está a ser expresso, determinando as suas características.

Esse conjunto de genes que se expressa varia consoante o tipo de célula, sendo esta a causa primeira da diferenciação celular.

Este fenómeno é o resultado da regulação da expressão dos genes.


Importância da regulação Génica


Nos organismos mais simples, como os Procariontes, a regulação génica, condiciona a eficiência energética e o consumo de recursos disponíveis, permitindo que estes organismos ajustem o seu metabolismo às modificações que ocorrem no meio, algo fundamental para a sobrevivência.



Trabalhos de Jacob e Monod



François Jacob e Jacques Monod (1961) desenvolveram trabalhos relativos à regulação génica em bactérias, nomeadamente o funcionamento dos genes envolvidos no metabolismo da lactose em Escherichia coli.